|
|
08/04/2009
Fonte: Redação Web Luxo

Mercado imobiliário reage
com otimismo e vende mais

O mercado imobiliário atualmente registra
significativo crescimento nas vendas. Em todas as cidades do País,
especialmente São Paulo, o mercado imobiliário voltou a vender em
janeiro, fevereiro e março, como se já estivesse espantando a crise e
caminhando com vontade para superá-la com eficiência e maturidade.
Basicamente, três razões levaram a isso. A primeira é que os
empreendedores, para debelar a turbulência global, criaram condições que
facilitaram muito a aquisição do imóvel. Elas vão desde prazos maiores
nos financiamentos e descontos de até 15% nos preços a menor valor de
entrada.
Outra razão é que a eclosão da crise, em setembro, levou o comprador a
afastar-se dos estandes de venda, criando uma demanda reprimida que
agora começa a se afrouxar, muito em razão dessas promoções de venda,
reflexo da turbulência. O empreendedor sabe que o comprador, em meio à
crise, tira proveito da situação encontrando melhores oportunidades.
Finalmente,
o crédito em geral havia minguado com a desaceleração, é verdade, mas
não na mesma proporção no setor imobiliário, que opera com repasses
carimbados, de destinação dirigida, originados da caderneta de poupança
e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
As contratações de janeiro de 2009 com recursos da poupança atingiram R$
1,9 bilhão, 17,45% a mais que no mesmo mês de 2008.
Não que o setor seja um oásis na economia, mas não tivemos, por isso, os
mesmos problemas de crédito dos outros setores.
Sem dúvida, a crise levou os agentes financeiros imobiliários a um
processo de maior seletividade para emprestar ao setor imobiliário, e
até hoje isso ainda é sentido. Mas jamais com a mesma intensidade
verificada nos demais setores, e o crédito tende a se normalizar no
nosso mercado, como já estamos vendo acontecer: Os lançamentos de
setembro de 2008 para cá voltaram a vender, o comprador está de novo
respondendo positivamente.
"Evidentemente, não voltamos ainda nem ao ritmo de 2007, mas
trabalharemos no ritmo de 2006, com a certeza de que começaremos a
superar a desaceleração no segundo semestre. Isto sugere que
confirmaremos a projeção feita pelo Secovi-SP, de 52 mil novas unidades
lançadas em 2009 na Grande São Paulo, das quais 28 mil em São Paulo. Sem
dúvida, é projeção abaixo do lançado em 2007 ou 2008, mas acima dos anos
anteriores", afirmou Elbio Fernández Mera - vice-presidente de
Comercialização e Marketing do Secovi-SP.
Assim, qualquer previsão realista aponta para um movimento bastante
razoável do mercado imobiliário em 2009. A projeção da Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para
este ano, de R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões de financiamentos ao setor,
continua dentro da realidade. Representa um volume de crédito cinco
vezes superior ao destinado ao setor em 2005 (R$ 4,8 bilhões), o que é
muito bom, se considerarmos que fomos atingidos pela crise.
Fato é que as pessoas estão com a percepção de que o momento é de bons
negócios e de se refugiar na segurança do mercado imobiliário, tanto que
as incorporadoras estão tendo ótimos resultados nos lançamentos de
março, algumas até antecipando assinaturas de contrato. É óbvio que essa
demanda, reprimida desde setembro, tende a se diluir e a se normalizar.
Mas há outros dados para otimismo. Já, já, vão surtir efeito os planos
governamentais de recuperação, de trilhões de dólares, injetados na
economia pelos países de primeiro mundo, com reflexos bastante positivos
em emergentes como o Brasil.
|
|
|
|
|
|
|